Embaixada do Equador corta internet de Assange para acalmar os ânimos com o Reino Unido

O governo do Equador comunicou ontem (28) que cortou a internet para impedir que Julian Assange comunique-se com o mundo a partir da embaixada equatoriana em Londres.  A nota assinada pela Secretaria Nacional de Comunicação do Equador explica que a decisão foi tomada porque Assange descumpriu um acordo firmado em 2017 no qual se comprometia a não se meter em questões da política internacional.

Acontece que Assange publicou tweets criticando o comportamento do governo britânico que expulsou 23 diplomatas russos em resposta ao envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal. O ativista afirmou que a expulsão foi resultado de uma política diplomática pobre, com pouca fundamentação e ainda pegou a Rússia num momento difícil quando o país enfrenta o trágico incêndio em um shopping center com dezenas de mortos.

Um dia antes da decisão do governo equatoriano, o secretário de Estado para Assuntos Exteriores britânico, Alan Duncan, discursou na Câmara dos Comuns e chamou Assange de “verme miserável” e disse que é muito lamentável que Assange fique na embaixada do Equador.

Atualmente Assange tem 46 anos e está exilado na embaixada do Equador em Londres desde junho de 2012. O objetivo do refúgio é escapar de uma extradição para a Suécia onde enfrentou acusações de agressão sexual. As acusações foram suspensas mas segue de pé um pedido de prisão. O maior medo de Assange é acabar extraditado para os Estados Unidos, onde o governo quer devorá-lo de garfo e faca por conta dos vazamentos do WikiLeaks.

 
Veja o comunicado equatoriano:

 

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